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A TAXI DRIVER: O Massacre de GwangJu

O repórter alemão Peter Hinzpeter (interpretado por Thomas Krestchmann), depois de ouvir notícias na rádio sobre o regime que estava acontecendo em GwangJu, parte de Tokyo para Seul procurando um jeito de se infiltrar na cidade e cobrir o que realmente estava acontecendo por lá.

Linhas telefônicas, jornais e rádios haviam sido censurados e ninguém mais podia entrar ou sair da cidade, o governo havia cortado todo tipo de meio de comunicação da cidade. Ninguém, nem mesmo a população de GwangJu sabia o que realmente estava acontecendo.

Graças a ajuda do taxista, Kim Man Seob (interpretado por Song Kang Ho), o repórter conseguiu um meio de entrar na cidade, mas o que ambos não estavam esperando era presenciar um massacre.

Os anos 80 foram anos difíceis para a Coreia do Sul, com a União Soviética perdendo força internacionalmente, os Estados Unidos não tinham mais argumentos para financiar suas ditaduras em países Latino-Americanos.

Desde o final dos anos 70, e durante os 80, vários protestos foram feitos pelas classes oprimidas, e em uma época na qual a indignação era coletiva e não seletiva, essa mentalidade chegou à Coreia do Sul.

Em 1979, com a morte do General Park, a população ansiava pela redemocratização da nação mas o que receberam foi a posse de Chun Doo Hwan, que instaurou a Lei Marcial (a lei marcial traduz-se geralmente pela suspensão de todas as liberdades fundamentais do cidadão, como o ato de se deslocar, principalmente de se reunir, de manifestar sua opinião e de não ser aprisionado sem fundamento jurídico), resultando em protestos na cidade de GwangJu. No mínimo, 200 estudantes foram mortos pelo exército, num massacre que é lembrado até hoje.

Baseado em uma história real

Saber que o filme foi baseado em uma história real, traz uma visão diferente de crítica e no modo como você absorve a história. A ditadura em GwangJu foi real, e só graças ao jornalista Jürgen Hinzpeter e o taxista Kim Sa Bok que a história da cidade foi contada (entenda o que aconteceu em GwangJu).

Filmes baseados em histórias reais tendem a cativar mais o público, quando o filme acaba o interesse de quem o viu continua. Depois que terminei de assistir o filme, fui pesquisar se as imagens feitas por Hinzpeter ainda estavam disponíveis, procurei o máximo de informação possível sobre o que aconteceu em GwangJu, li reportagens até sobre o caso de Chun Doo Hwan e o que qual posição o governo havia tomado na época após a reportagem ter sido divulgada.

Mesmo sendo um filme de tema pesado, isso não o impediu de conduzir a história de forma leve e até cômica. O filme te faz querer ajudar Kim Man Seob, o personagem te conquista, o seu jeito divertido e leve de levar a vida, mostrou como a superação dos seus medos e a construção do personagem o transformou em um herói que não precisou vestir capa.

A Taxi Driver não foi o único filme sobre o tema, em 2012 foi lançado 26 Years (disponível na Netflix), um filme com sede de vingança, mostrando uma visão pós-regime militar e de como as vítimas do massacre lidaram com a perda. Um fato interessante: o ex-presidente Chun Doo Hwan foi sentenciado à morte em 1996 por ter sido responsável pela morte de mais de 200 estudantes, mas o seu caso continua até hoje.

Dirigido por Jang Hun, mesmo diretor de The Front Line (2011) e The Secret Reunion (2010), o filme rendeu o prêmio de “Melhor Filme” em 2017 no Blue Dragon Film Awards e no Daejong Film Awards, maiores premiações de cinema asiático.

O que você achou do filme e do que aconteceu em GwangJu? Quer mais indicações de filmes baseados em fatos reais? Deixe a sua opinião aqui nos comentários, e até a próxima semana!

Fontes: BBC, New York Time, Wikepedia e Asian Wiki.

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Written by karolvilas

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