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Review – O nosso nome é María!

O tão esperado mini álbum da Hwasa chegou, onde ela mostra seu alter ego María, que é um pedaço de cada um de nós. Todos somos María.

 

“Intro : Nobody else”

A importância de se amar está também em lembrar que sempre estamos sozinhos e, viver das expectativas e aspirações das outras pessoas em nome de ser gentil e doce, é a pior das solidões.

Hwasa abre o álbum nos questionando, e seguindo essa essência por todo ele.

O alter ego que Hwasa deu voz, uma “María” que se sentia solitária mas que percebeu que têm no mundo muitas Marías poderosas, humanas e cheias de defeitos e qualidades como ela, com problemas e questões em comum porém nada banais. Através dos ataques de vários, que podem nos matar aos poucos, podemos voltar e revidar ainda mais fortes. María descansa, mas não desiste.

 

“Kidding” fala sobre as ironias dos relacionamentos, e o que era ruim se torna engraçado. Nela mostra como as situações vistas de fora, mais distantes, trazem para evidência a piada que relacionamentos desgastados são. Em alguns relacionamentos nos sentimos culpados por várias coisas, mas ao sair deles podemos perceber que muitas dessas culpas não são só nossas, quando seu parceiro não evolui e continua cometendo os mesmos erros.

 

“Why” vem com base em uma experiência pessoal de Hwasa, segundo ela, por ter dificuldade de expressar seus sentimentos acabou não mostrando para a pessoa que gostava o quão importante ela era. A pergunta ideal para ela não seria “Por quê?”
Mas sim “Como” as vezes por quem amamos podemos fazer tudo, porém nosso tudo pode não ser o suficiente.

 

Por muitas vezes estamos tristes e podemos nos sentir culpados já que o que mais se vende na sociedade hoje é a felicidade. Em “I’m bad too”, Hwasa nos diz que está tudo bem em não estar bem, em estar triste. A vida de ninguém é um caminho florido e colorido todos sofremos e ficamos tristes na jornada, entendendo a nossa situação e olhando para realidade das nossas pessoas em volta podemos nos apoiar e não sentir essa culpa. A felicidade é boa, mas não é o único sentimento que temos.

 

“LMM (Lost my mind)” é o desabafo no travesseiro, quando estamos sozinhos e mesmo que tenhamos coisas boas em nossas vidas tudo se perde e o futuro parece incerto. O desespero e a tristeza que muitas vezes vem na solidão e escuridão da noite e, que faz parte da nossa jornada. Hwasa compartilha isso conosco e nos lembra no último verso que “Até em um dia chuvoso nascem flores”.

Somos feitos de momentos, no entanto essas momentos separados não nos definem por inteiro, somos feitos de nuances também.

 

“Twit” já aclamada por todos fecha o álbum falando que você não deve amar uma pessoa, ainda mais se essa pessoa não for você mesmo. Amar alguém incondicionalmente, independente de quem seja, não fará você se sentir menos solitário, então não seja bobe, tem uma pessoa que você deve amar primeiro acima de tudo.

 

María nos dá uma lição, mostrando nossos lados mais “feios” e vulneráveis, que julgamos fracos, mas no final do dia percebemos que faz parte de todo mundo.
Assim com tanto em comum nos tornamos María.

 

 

Referências:

María – Track List

 

Rafa Soli

Written by Rafa Soli

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