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The Book of us: Demon Review

A gravidade afeta a entropia gerando desordem e o Demônio vem para se aproveitar das situações e tentar diminuir a energia.

Assim termina a série The Book of Us do Day6. Com grande participação no processo criativo desse mini álbum, os integrantes vem com a proposta de que algo que não podemos ver, está nos separando e nos tornando cada vez mais frios uns com os outros.

“O Demônio de Maxwell pode observar o estado de um sistema e se aproveitar de situações favoráveis para diminuir a entropia.”

 

Em “Day And Night” o Day6 vem nos mostrar como o demônio de Maxwell vem interferir em nossas vidas, unindo o que é parecido  e afastando os diferentes que podem criar algo novo e empolgante.

“Estão brincando com a gente em algum lugar? Por favor, pare agora”

 

“Zombie” é o desabafo da geração: rotina, falta de propósito, falta de emoção e falta de relações verdadeiras nos tornaram zumbis na grande era da informação e da indiferença. É um desabafo que nos da fôlego para entendermos que não estamos sozinhos e que podemos ser compreendidos.

“Eu sinto que me tornei um zumbi, com a cabeça e coração vazios”

 

“Tick Tock” Nos mostra o tempo de quando as coisas estão acabando, uma relação morna e sem energia que já está findando, mas que os envolvidos não admitem terminar. Assistir o amor acabar e não ter mais nada a ser dito, mas não ficando em silêncio apenas ouvindo o tic toc do relógio enquanto a distância só aumenta.

“Quando a conversa termina, o mesmo acontece com o nosso relacionamento”

Podemos também traçar um paralelo com o jogo “Tick Tock: A Tale for two” que baseia-se totalmente na comunicação, onde duas pessoas em dois devices diferentes tem que conversar e resolver os quebra-cabeças juntos para conseguir prosseguir no jogo.

 

 

Na sequência “Love me or leave me” vem para por um ponto final na história desse amor que acabou, é tudo ou nada, mesmo o eu lírico já sentindo a frieza do afastamento e sabendo a resposta, ouvi-la se torna necessário pois é a única coisa que resta para esta relação.

“Se o fim chegará ou não É decidido por suas palavras”

 

“Stop” Mostra o lado de uma pessoa que se vê traída e cercada de mentiras e desculpas do seu parceiro(a), mesmo tentando consertar, a outra pessoa erraria e mentiria de novo tornando o término a única opção já que a confiança acabou.

“Não importa como eu tente pensar em uma solução Não há resposta”

 

“1 to 10” Fala sobre entrega, um amor que sempre vai estar lá nos momentos difíceis e que é seguro o suficiente para conseguir se doar ao amor 100% sem medos.

“Eu vou te dar tudo o que você precisar”

 

“Afraid” mostra o medo de perder a pessoa amada, mas achar que ela não é feliz em sua plenitude quando está com você. Nossos sentimentos e vivências, boas ou ruins, nos formam. Ao se apaixonar por alguém e pensar na possibilidade das nossas feridas poderem machucar quem nós amamos, nos dá medo pois ficando ou deixando ir, há sempre alguém que vai sair ferido.

“Você é como a lua iluminando o céu escuro.Você está gradualmente sendo obscurecida pela minha escuridão”

 

A versão em inglês de “Zombie” diferente da versão coreana, mostra a espera por um futuro que não sabemos se vai chegar, um sonho que não sabemos como é e se existe.    Os dias iguais onde não há mais prazer em viver, só a ânsia do dia acabar para a  chegada de um próximo, na esperança de uma mudança.

“Eu sou realmente o único que está querendo se esconder do sol E fugir?”

 

As duas Zombies são um pedido de socorro, nos fazendo pensar que quando estamos tão dentro de nós mesmos e tentando lidar com nossos problemas sozinhos não percebemos que muitos desses problemas não são exclusivos nossos e outras pessoas os têm e sabem como nós nos sentimos. Somos uma geração de zumbis que foi ensinada, a ser auto suficiente, altamente produtiva e saturada de informação por todos os lados, mas muitas vezes não nos foi permitido viver nosso lado humano, entender nossos sentimentos e angústias, nos tornando estranhos dentro de nós mesmo. Ao percebermos que muitos são como nós, podemos entender onde nossa sociedade nos levou e que isso não é um problema particular e sim de um todo e juntos podemos mudar as coisas coletivamente para conseguir recuperar nossas cores e brilho interno individual.

O Day6 veio sabendo exatamente a mensagem que queria passar e no final das contas, na física, o demônio de Maxwell separa as partículas mas não diminui a entropia, ou seja, pode parecer que tem algo que vai nos separar, enfraquecer e esfriar, mas a nossa energia nunca vai acabar e só tem a aumentar desde que estejamos juntos, sendo diferentes em todas as formas e intensidades.

Rafa Soli

Written by Rafa Soli

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